Energia e desenvolvimento: a visão dos sindicatos da America Latina

Mesmo que uma considerável parcela da força trabalhadora das Américas siga vinculada direta e indiretamente a cadeias produtivas da chamada “economia suja”, é razoável dizer que a ideia de transição para uma novo modelo de desenvolvimento está verdadeiramente incorporada no projeto político e na ação sindical de alguns das mais importantes estruturas sindicais da região.

Daniel Angelim
desde São Paulo

O movimento sindical das Américas está seguro da existência de um vinculo direto entre a crise ambiental e as demais múltiplas crises que abatem o mundo, a saber: alimentar, social, economia e política. Observa-se um denominador comum que as conecta, qual seja, um sistema econômico não regulado, orientado ao consumo e socialmente injusto.

As consequências deste regime predatório e ganancioso são uma aguda ampliação das migrações forçadas, do desemprego estrutural, das desigualdades e da miséria.

O movimento sindical, desde sua perspectiva, formulou uma série de propostas que teriam como resultado a adaptação ou/e mitigação dos efeitos da crise ambiental. Aqui não será possível detalhar todas elas, por isto examinaremos a mais ampla de todas: a transição justa. O centro estratégico para operacionalização deste conceito está na adoção de uma série de políticas publicas, assim como a regulamentação das pertinentes ao setor privado, que garantam todos os aspectos do trabalho decente, tais como:

  • Investimento em pesquisas relativos os impactos da crise climática sobre o mundo do trabalho;
  • Ampliação dos investimentos em setores que registram baixas emissões e contaminação, assim como alto coeficiente de mão de obra;
  • Diálogo social e protagonismo dos trabalhadores e trabalhadoras no processo de tomada de decisão;
  • Formação e qualificação para os trabalhadores e trabalhadoras;
  • Adoção de um amplo e horizontal sistema de proteção social baseada na convecção 102 da OIT;
  • Análise local e plano estruturado de diversificação econômica.

Se adotadas plenamente, estas políticas significarão um marco importante para garantir que os trabalhadores e trabalhadoras, assim como outros setores mais vulneráveis, não sejam os que paguem a conta da necessária transição.

Daniel es asesor sindical de la Confederación Sindical de las Américas (CSA) en migraciones y medio ambiente. Se especializa en temas de negociaciones internacionales, formación sindical y formulación de políticas de los sindicatos.

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