Amazônia: território em disputa

Espaço conhecido na mídia, nos livros e demais instrumentos de comunicação como um importante patrimônio brasileiro, lugar de ampla biodiversidade, de recursos minerais incalculáveis, possivelmente uma das maiores riquezas do planeta… Nesta dinâmica a juventude procura na Amazônia alternativas sustentáveis que contrapõem a lógica da exploração e expropriação e que valorizam a relação com a terra.

Maria Mirian Ferreira Gomes
desde Marabá (estado do Pará, na Amazônia) 

Falar da Amazônia é sobretudo colocar em evidencias diferentes dinâmicas e relações sociais que acontecem cotidianamente. Lugar onde habitam indígenas, agricultores familiares, posseiros, extrativistas, acampados, Sem-Terra, quilombolas, pescadores, ribeirinhos diferentes atores sociais que constroem histórias individuais e coletivas.

Por ser diversa, a Amazônia, muitas de suas narrativas continuam inviabilizadas, nisto, como diferentes sujeitos constroem, formas diversas de se organizar individual e coletivamente, de produzir e de lidar com o ambiente na sua relação com a terra. Diante dessa diversidade é também lócus de constantes lutas e resistências, de disputas de riquezas naturais e dos territórios em que se constroem e reconstroem dinâmicas sociais no conflito na luta por terra, direitos, dignidade, pelo respeito e permanência dos territórios de quem ali vivem.

Neste contexto está localizada região Sudeste do Pará, que configura-se como território em disputa, marcada por diversas transformações econômicas, sociais, culturais e ambientais desde o seu processo de ocupação.

Por um lado temos o capital com seu segmento agrário, madeireiro, minerador que se manifesta de forma exploratória, por outro é espaço onde aglutina mulheres, homens, jovens e crianças a partir de práticas sustentáveis constroem identidades próprias a partir de uma compreensão de valorização das florestas, do ambiente, de seus territórios, da vida, de uma agricultura familiar sustentável.

Nesta dinâmica se destaca o papel da juventude na busca de alternativas sustentáveis que contrapõem a lógica da exploração e expropriação dos recursos naturais, mas que trabalha numa lógica que valoriza a relação com a terra.

Sobre isso, a quem diga que a juventude é o futuro do país, expressão comumente reproduzida na família, nos espaços públicos, na mídia, na escola e em toda a sociedade… Mais que futuro diríamos que ela é, sobretudo presente, capaz de assumir responsabilidade e de forma ousada criar alternativas aos diversos desafios que condicionam a realidade dos jovens sejam eles do campo ou da cidade.

Agricultora, Militante do Movimento Sindical de Trabalhadores (as) Rurais/FETAGRI-PA.

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